Após último aumento da tarifa, 7,4% deixaram de andar de ônibus em Santa Maria

Após último aumento da tarifa, 7,4% deixaram de andar de ônibus em Santa Maria

Foto: Vinicius Becker (Diário)

A queda do número de passageiros no transporte coletivo em Santa Maria é constante nos últimos anos e se agravou após o aumento mais recente da tarifa, em julho de 2025. De lá até dezembro, o total de usuários dos ônibus caiu de 9,071 milhões, nos últimos cinco meses de 2024, para 8,393 milhões, no mesmo período do ano passado. A redução foi de 7,47% no geral. Porém, como para pagar em dinheiro, o valor subiu de R$ 5 para R$ 6,50, enquanto no cartão de bilhetagem eletrônica foi de R$ 5 para R$ 5,90, a queda foi de 33% nos pagantes em dinheiro. Em contrapartida, cresceu 42% o número de pagamentos com o cartão de bilhetagem na roleta. As meias-passagens para estudantes e tarifa operária tiveram queda de 14%.

Já no acumulado dos 12 meses, Santa Maria teve queda de 4,3% no total de passageiros transportados, pois tinha sido 17,371 milhões em 2024 e caiu para 16,657 milhões em 2025. No ano todo, o cartão de bilhetagem teve aumento de 21% por ser mais barato do que pagar em dinheiro, e o percentual de estudantes cresceu 1%.

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Outro dado que preocupa é o constante crescimento das gratuidades, com 7,6% mais. Tinham sido 2,850 milhões de passageiros viajando de graça em 2024 e subiu para 3,080 milhões no ano passado.

Em 2012, no auge, os ônibus transportaram 34,072 milhões de pessoas na cidade. Em 2019, antes da pandemia, havia caído para 28,756 milhões. Agora em 2025, só 16,657 milhões.

Segundo a ATU, essa queda é mais um problema para o transporte coletivo continuar operando na cidade, pois reduz a receita para manter os ônibus circulando e obriga o município a pagar mais subsídio para evitar aumento ainda maior da tarifa. Porém, em geral, o custo não cai, até porque a prefeitura determina que o serviço precisa seguir operando para atender a população que não tem outra opção de transporte. Principalmente, que viaja longas distâncias para trabalhar ou estudar, o transporte por aplicativo não compensa, pois é bem mais caro.

Para o diretor da ATU, Edmilson Gabardo, a aprovação de um marco nacional para o transporte coletivo, em tramitação no Congresso, é a esperança de criação de um fundo para obter verbas federais para bancar o transporte coletivo, amenizando o drama das prefeituras que hoje enfrentam falta de dinheiro para bancar tarifas mais baratas.

A Câmara dos Deputados colocou o tema para votação em regime de urgência. O projeto proíbe o benefício cruzado, em que usuários de ônibus é que pagam pelas gratuidades dos demais. Elas só serão permitidas se for apontada a fonte de verba no Orçamento. O marco também prevê outras fontes de renda ao transporte, como exploração comercial e imobiliária em estações e terminais; recursos da Cide, receitas de publicidade; e uso de transporte individual.

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